Adeus, Boho: 5 tendências de casamento para 2026/2027 que vão dar alma ao seu álbum
Como fotógrafo documental, há uma coisa que procuro acima de tudo, que é o que é verdadeiro, ou seja, aquilo que não se repete, que não se copia e que é só vosso. E é talvez por isso que estas tendências façam sentido, porque os casamentos estão a afastar-se do que é “feito para ficar bonito” e a aproximar-se do que é sentido e isso muda tudo, especialmente na forma como ficam guardados em fotografia.
Se estão nessa fase de sonhar e planear, são estas as 5 tendências que vejo a dominar os casamentos mais autênticos.
Cores com mais profundidade
O boho mais leve e previsível começa a desaparecer, em vez disso, surgem paletas mais ricas, mais quentes e mais pensadas.
Em 2026, os tons naturais ganham força, como por exemplo “mossy greens” (verdes musgo), “buttercream yellows” (amarelos suaves) e “dusty rose” (rosa mais seco).
Em 2027, tudo se torna um pouco mais intenso como por exemplo “moody mauve” (malva mais fechados), “copper” (cobre) e “midnight blue” (azul escuro).
E na prática, a luz muda, o ambiente muda e as fotografias ganham mais emoção, mais contraste e mais vida.
Menos guiões e mais ligação
Cada vez mais, os casais estão a deixar de lado das cerimónias “standard”, os votos deixam de ser formais e passam a ser pessoais, porque as palavras importam e isso sente-se. E quando isso acontece, não é preciso forçar nada, porque as reações surgem naturalmente, havendo sorrisos inesperados, lágrimas sinceras e olhares que dizem tudo e é a isto que chamo de fotografia documental.
É nesses “sorrisos e lágrimas” que a memória reside.
Menos pessoas, emoções mais fortes
Os “casamentos mais pequenos, emoções maiores” continuam a crescer, não por tendência, mas porque fazem sentido, ou seja, menos convidados, mais proximidade, o que leva a haver menos formalidade e mais presença no grande dia. E isso nota-se em tudo, sobretudo a forma como as pessoas se relacionam, na liberdade dos momenos, na calma do dia.
Para mim, enquanto fotógrafo, significa tempo, ou seja, tempo para observar, para antecipar, para captar cada pessoa que realmente importa.
Detalhes que contam quem vocês são
Os detalhes já não são só “bonitos”, são pessoais, pode ser uma simples flor na lapela que não é escolhida ao acaso que se pode tornar num “mini-arranjos esculturais” que refletem o design geral, ou um convite com textura, ou um vestido que diz alguma coisa. Nada está ali para preencher espaço, porque tudo faz parte do todo. E são esses pequenos elementos, que muitas vezes quase invisíveis, que ajudam a construir a narrativa do dia.
Escolhas mais conscientes
A sustentabilidade deixou de ser um extra, porque é algo já integrada neste contexto dos casamentos. Desde materiais reutilizados, como por exemplo os “confettis eco-friendly” a escolhas de locais, há uma intenção mais clara por trás de cada decisão, e isso traz uma sensação diferente ao casamento, sendo mais leve, mais autêntico, mais próximo do que realmente importa.
No meio de tudo isto, há um fio comum que é ser verdadeiro e quando o casamento é vivido assim, não precisa de ser inesquecível, basta ser vosso. E sem dúvida que é isso que vale a pena guardar.








